A GTX 750 Ti é uma das placas mais icônicas da história da NVIDIA, mas encarar um título visualmente denso como Resident Evil 2 Remake parece um desafio impossível. No entanto, graças à excelente otimização da Capcom, o “pesadelo em Raccoon City” é totalmente possível nessa GPU veterana.
O Desempenho Real
Em testes realizados em 2025, a GTX 750 Ti (especialmente o modelo de 2GB) consegue manter uma média entre 35 e 45 FPS. Em áreas fechadas e corredores da delegacia, o desempenho flui bem, mas o quadro pode cair para perto dos 30 FPS em ambientes abertos com muita chuva e efeitos de iluminação.
Configurações Recomendadas para os 60 FPS (ou próximo disso)
Para conseguir uma experiência fluida, esqueça o “Preset Alto”. O segredo está no ajuste manual:
Resolução: 1600×900 (900p) é o “ponto doce”. Se quiser manter 1080p, prepare-se para quedas frequentes.
Modo de Renderização: Intercalado (Interlaced). Isso reduz a carga na GPU e ajuda muito no ganho de frames.
Qualidade de Textura: Baixa (0.25GB ou 0.5GB). Como a placa tem apenas 2GB de VRAM, estourar esse limite causará travamentos (stuttering).
Sombras: Mínimo. Sombras são as maiores vilãs do desempenho aqui.
Oclusão Ambiental: Desligado.
Reflexos de Tela: Desligado.
O Grande Obstáculo: DirectX 12
Um ponto importante para 2025: as versões mais recentes do jogo (após o update “Next Gen”) forçam o uso de DirectX 12 e Ray Tracing, o que é um desastre para a 750 Ti.
Dica de Ouro: Se estiver jogando na Steam, vá nas propriedades do jogo, acesse a aba Betas e selecione a versão “dx11_non-rt”. Essa versão clássica é muito mais leve e estável para placas antigas.
Veredito: Vale a pena?
Sim! Resident Evil 2 Remake é um jogo de ritmo lento, focado em exploração e tensão. Jogar a 40 FPS não prejudica a experiência tanto quanto em um jogo de tiro frenético. Se você tem uma GTX 750 Ti e 8GB de RAM, pode entrar na delegacia sem medo — o terror vai rodar.
Rumores indicam que Resident Evil: Requiem trará o reencontro emocionante de Leon e Sherry em uma trama que promete encerrar pontas soltas da saga.
O nono título principal da aclamada franquia de survival horror, Resident Evil Requiem (ou Resident Evil 9), está se preparando para ser um dos maiores lançamentos de 2026. A Capcom promete um retorno às raízes do terror psicológico, misturando a atmosfera clássica com inovações na jogabilidade.
Após meses de rumores, vazamentos e teorias, o jogo foi oficialmente revelado e já temos uma boa quantidade de informações concretas sobre sua história, jogabilidade e personagens.
Data de lançamento e plataformas
Lançamento: 27 de fevereiro de 2026.
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X/S, PC (via Steam) e Nintendo Switch 2.
Motor Gráfico: Desenvolvido na elogiada RE Engine, com promessas de gráficos imersivos e iluminação de última geração, incluindo Ray Tracing (traçado de raio).
O retorno a Raccoon City
Pela primeira vez em um jogo da linha principal desde a sua destruição, a franquia está retornando à icônica Raccoon City.
A história se passará cerca de 30 anos após a destruição da cidade em Resident Evil 3: Nemesis. O local é agora uma área isolada e supervisionada pelo governo americano. Os trailers e detalhes confirmam o retorno de locais clássicos, como a Delegacia de Polícia (RPD), ou pelo menos suas ruínas, e a infame cratera deixada pela bomba nuclear.
Dois protagonistas, dois estilos de jogo
Resident Evil Requiem apresentará dois protagonistas jogáveis, com a campanha sendo dividida de forma quase igual entre eles, oferecendo um contraste dramático na experiência de jogo:
1. Grace Ashcroft: o horror de sobrevivência
Quem é: Uma analista do FBI e a nova protagonista. Ela é descrita como uma leitora voraz, introvertida, e menos proficiente em combate do que outros heróis da série. Há especulações de que ela seja filha de Alyssa Ashcroft, de Resident Evil: Outbreak.
Estilo de Jogo: As seções de Grace focam no terror e na sobrevivência pura, remetendo aos elementos de Resident Evil 2 Remake e Resident Evil 7. O jogador se sentirá mais vulnerável, com foco em exploração, quebra-cabeças e gerenciamento de recursos limitados.
2. Leon S. Kennedy: a ação e o alívio
Quem é: O lendário agente federal Leon S. Kennedy foi finalmente confirmado como o segundo protagonista jogável. Ele aparece mais velho, mais calejado e com todo o peso de seus traumas.
Estilo de Jogo: As seções de Leon são descritas pelos desenvolvedores como um “alívio da tensão”, focando mais na ação e combate, no estilo de Resident Evil 4. Leon terá acesso a armas de fogo e combate corpo a corpo aprimorado, utilizando até mesmo um machado tático (tomahawk).
A Estrutura do Jogo: O diretor do jogo comparou a alternância entre os dois personagens a “mergulhar em uma banheira de água fria após uma sauna quente”. O terror opressor de Grace amplifica a sensação de poder e alívio quando se assume o controle de Leon.
O mistério de “Elpis”
Um termo recorrente no marketing e trailers é “Elpis”, um elemento fundamental para a história. Na mitologia grega, Elpis é o espírito da esperança, mas também pode ser interpretado como um símbolo de grandes infortúnios.
Sabe-se que Elpis está conectado ao mistério do assassinato da mãe de Grace e a um certo segredo envolvendo Leon S. Kennedy nesta obra, sugerindo uma conspiração profunda que os une ao passado sombrio de Raccoon City.
Opção de câmera flexível
Atendendo a diferentes preferências dos fãs, Resident Evil Requiem permitirá que os jogadores alternem entre a perspectiva em Primeira Pessoa e Terceira Pessoa em tempo real. Isso significa que você poderá escolher como vivenciar o terror e a ação, mesclando o estilo moderno (RE7, RE Village) com o clássico (remakes de RE2, RE3 e RE4).
Detalhe curioso: o porsche de Leon
Em uma curiosa colaboração, a Capcom confirmou que Leon S. Kennedy dirigirá um Porsche Cayenne Turbo GT personalizado para o jogo. Embora o papel exato do veículo na trama não esteja claro, é um detalhe que adiciona estilo ao personagem em seu retorno a Raccoon City.
Conclusão: um novo capítulo que honra o passado
Resident Evil Requiem está se configurando como uma homenagem aos 30 anos da franquia, trazendo de volta um local icônico e um personagem amado, enquanto introduz uma nova heroína e uma estrutura de jogabilidade que promete manter o jogador constantemente em suspense. Com o retorno às raízes do terror e uma campanha dividida em estilos opostos, a expectativa é que este seja um dos capítulos mais ambiciosos da saga.