16 Milhões de cópias: 5 lições que Resident Evil 9 deve aprender com RE2 Remake

Mesmo tendo sido lançado originalmente em 2019, o remake de Resident Evil 2 continua sendo um dos maiores pilares da Capcom. Segundo os dados fiscais atualizados recentemente, o jogo ultrapassou a marca de 16,3 milhões de unidades vendidas, consolidando-se como o título mais vendido de toda a história da franquia.

Este sucesso estrondoso é o principal motivo pelo qual a Capcom está investindo pesado no próximo grande lançamento, Resident Evil Requiem (conhecido informalmente como Resident Evil 9), que teve novas informações reveladas hoje:

  • Conexão com Leon: Com o sucesso de Leon S. Kennedy em RE2 Remake e RE4 Remake, a Capcom confirmou que ele será um dos protagonistas de Requiem, buscando capitalizar na popularidade que o personagem atingiu com esses novos títulos.
  • Novas Versões: Devido aos números de venda contínuos, surgiram rumores técnicos de que a Capcom pode lançar uma “Native Update” para o Switch 2 e otimizações extras para o PS5 Pro ainda este ano, focando em Ray Tracing aprimorado e resoluções maiores.
  • Legado: A estrutura de exploração “metroidvania” da delegacia de Raccoon City (o R.P.D.) está servindo de base para o design de cenários do novo filme da franquia, que estreia em setembro de 2026 e promete ser muito mais fiel ao clima de terror do segundo jogo.

Leia mais sobre o artigo Resident Evil Requiem: tudo que sabemos sobre o retorno ao terror e a Raccoon City
Rumores indicam que Resident Evil: Requiem trará o reencontro emocionante de Leon e Sherry em uma trama que promete encerrar pontas soltas da saga.

Resident Evil Requiem: tudo que sabemos sobre o retorno ao terror e a Raccoon City

O nono título principal da aclamada franquia de survival horror, Resident Evil Requiem (ou Resident Evil 9), está se preparando para ser um dos maiores lançamentos de 2026. A Capcom promete um retorno às raízes do terror psicológico, misturando a atmosfera clássica com inovações na jogabilidade.

Após meses de rumores, vazamentos e teorias, o jogo foi oficialmente revelado e já temos uma boa quantidade de informações concretas sobre sua história, jogabilidade e personagens.

Data de lançamento e plataformas

  • Lançamento: 27 de fevereiro de 2026.
  • Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X/S, PC (via Steam) e Nintendo Switch 2.
  • Motor Gráfico: Desenvolvido na elogiada RE Engine, com promessas de gráficos imersivos e iluminação de última geração, incluindo Ray Tracing (traçado de raio).

O retorno a Raccoon City

Pela primeira vez em um jogo da linha principal desde a sua destruição, a franquia está retornando à icônica Raccoon City.

A história se passará cerca de 30 anos após a destruição da cidade em Resident Evil 3: Nemesis. O local é agora uma área isolada e supervisionada pelo governo americano. Os trailers e detalhes confirmam o retorno de locais clássicos, como a Delegacia de Polícia (RPD), ou pelo menos suas ruínas, e a infame cratera deixada pela bomba nuclear.

Dois protagonistas, dois estilos de jogo

Resident Evil Requiem apresentará dois protagonistas jogáveis, com a campanha sendo dividida de forma quase igual entre eles, oferecendo um contraste dramático na experiência de jogo:

1. Grace Ashcroft: o horror de sobrevivência

  • Quem é: Uma analista do FBI e a nova protagonista. Ela é descrita como uma leitora voraz, introvertida, e menos proficiente em combate do que outros heróis da série. Há especulações de que ela seja filha de Alyssa Ashcroft, de Resident Evil: Outbreak.
  • Estilo de Jogo: As seções de Grace focam no terror e na sobrevivência pura, remetendo aos elementos de Resident Evil 2 Remake e Resident Evil 7. O jogador se sentirá mais vulnerável, com foco em exploração, quebra-cabeças e gerenciamento de recursos limitados.

2. Leon S. Kennedy: a ação e o alívio

  • Quem é: O lendário agente federal Leon S. Kennedy foi finalmente confirmado como o segundo protagonista jogável. Ele aparece mais velho, mais calejado e com todo o peso de seus traumas.
  • Estilo de Jogo: As seções de Leon são descritas pelos desenvolvedores como um “alívio da tensão”, focando mais na ação e combate, no estilo de Resident Evil 4. Leon terá acesso a armas de fogo e combate corpo a corpo aprimorado, utilizando até mesmo um machado tático (tomahawk).

A Estrutura do Jogo: O diretor do jogo comparou a alternância entre os dois personagens a “mergulhar em uma banheira de água fria após uma sauna quente”. O terror opressor de Grace amplifica a sensação de poder e alívio quando se assume o controle de Leon.

O mistério de “Elpis”

Um termo recorrente no marketing e trailers é “Elpis”, um elemento fundamental para a história. Na mitologia grega, Elpis é o espírito da esperança, mas também pode ser interpretado como um símbolo de grandes infortúnios.

Sabe-se que Elpis está conectado ao mistério do assassinato da mãe de Grace e a um certo segredo envolvendo Leon S. Kennedy nesta obra, sugerindo uma conspiração profunda que os une ao passado sombrio de Raccoon City.

Opção de câmera flexível

Atendendo a diferentes preferências dos fãs, Resident Evil Requiem permitirá que os jogadores alternem entre a perspectiva em Primeira Pessoa e Terceira Pessoa em tempo real. Isso significa que você poderá escolher como vivenciar o terror e a ação, mesclando o estilo moderno (RE7, RE Village) com o clássico (remakes de RE2, RE3 e RE4).

Detalhe curioso: o porsche de Leon

Em uma curiosa colaboração, a Capcom confirmou que Leon S. Kennedy dirigirá um Porsche Cayenne Turbo GT personalizado para o jogo. Embora o papel exato do veículo na trama não esteja claro, é um detalhe que adiciona estilo ao personagem em seu retorno a Raccoon City.


Conclusão: um novo capítulo que honra o passado

Resident Evil Requiem está se configurando como uma homenagem aos 30 anos da franquia, trazendo de volta um local icônico e um personagem amado, enquanto introduz uma nova heroína e uma estrutura de jogabilidade que promete manter o jogador constantemente em suspense. Com o retorno às raízes do terror e uma campanha dividida em estilos opostos, a expectativa é que este seja um dos capítulos mais ambiciosos da saga.

Capcom confirma planos ambiciosos para Mega Man e Devil May Cry

A Capcom agitou a comunidade de jogadores ao confirmar que pretende intensificar os investimentos em duas de suas franquias mais amadas, mas que estavam em segundo plano nos últimos anos: Mega Man e Devil May Cry. A revelação, feita em seu Relatório Integrado de 2025 para acionistas, indica uma estratégia clara da gigante japonesa para transformar esses títulos em “IPs centrais”, colocando-os no mesmo patamar de sucesso de Resident Evil, Monster Hunter e Street Fighter.


O plano de expansão: elevando franquias ao status de “Centrais”

O Diretor de Operações (COO) da Capcom, Haruhiro Tsujimoto, detalhou a intenção da empresa de expandir seu portfólio para além dos seus pilares de vendas atuais. Embora Resident Evil (170 milhões de unidades), Monster Hunter (120 milhões) e Street Fighter (56 milhões) sigam como foco vital, o relatório aponta um plano ambicioso para fortalecer outras propriedades intelectuais.

O objetivo é claro: aumentar a base de usuários e melhorar o desempenho dessas séries através de novos lançamentos, remakes e ports para plataformas modernas. As franquias mencionadas explicitamente, além de Mega Man e Devil May Cry, incluem também Ace Attorney.

  • Mega Man é a franquia “não central” mais próxima dos números de vendas, com cerca de 43 milhões de unidades vendidas globalmente.
  • Devil May Cry acumula cerca de 33 milhões de unidades vendidas desde seu lançamento em 2001.

A estratégia visa aproveitar a base de fãs leais já existente para elevar o poder dessas marcas, cultivando novas comunidades e garantindo um fluxo de lançamentos mais consistente.

O que esperar: sequências, remakes e ports

Para os fãs de longa data, a confirmação traz uma onda de esperança, já que as sequências mais recentes dessas franquias não são tão recentes: Mega Man 11 e Devil May Cry 5 foram lançados em 2018.

Embora o relatório não tenha fornecido títulos específicos ou janelas de lançamento, a Capcom indicou que o investimento será triplo:

  1. Novos Lançamentos: Sequências diretas ou spin-offs inéditos.
  2. Remakes: Refazer títulos clássicos com a tecnologia atual, seguindo o sucesso dos remakes de Resident Evil. Um remake dos primeiros Devil May Cry (1, 2 e 3) ou dos Mega Man clássicos é uma possibilidade que empolga os fãs.
  3. Ports e Coletâneas: Levar os títulos existentes para hardwares mais recentes, como o lançamento da coletânea Mega Man Star Force Legacy Collection, prevista para 2026.

Investimento em infraestrutura

Para dar suporte a essa expansão de catálogo, a Capcom também anunciou um investimento robusto em sua infraestrutura. A empresa está expandindo sua equipe de desenvolvimento e construindo uma nova instalação perto de seu escritório principal em Osaka, com conclusão prevista para 2027. O objetivo é aumentar a capacidade de produção e permitir o desenvolvimento simultâneo de um número maior de projetos de alta qualidade.

Essa jogada estratégica sugere que a Capcom está empenhada em aumentar seu ritmo de lançamento, que costuma ser de “dois a três grandes novos títulos por ano”, reconhecendo a necessidade de ampliar esse fluxo para atingir sua meta de longo prazo de 100 milhões de unidades de software vendidas anualmente.


Conclusão: uma nova era para os clássicos

A promessa de “mais carinho” para Mega Man e Devil May Cry sinaliza um retorno à valorização do vasto catálogo de IPs da Capcom. Ao buscar transformar essas séries em “IPs centrais”, a empresa não só atende aos apelos de longa data dos fãs, mas também garante que essas franquias icônicas tenham um futuro brilhante e duradouro na nova geração de consoles.

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