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Soul Reaver ainda vale a pena?

  • Última modificação do post:13/04/2026
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Alguns jogos ficam datados. Legacy of Kain: Soul Reaver não — ele só fica mais interessante conforme o tempo passa.

O que segura tudo até hoje é a sensação de descoberta. Você entra em Nosgoth sem mapa piscando, sem setinha te guiando, e aprende o mundo no olhar. As ruínas, os caminhos quebrados, as portas que não abrem ainda… tudo parece ter um motivo. E quando você finalmente entende como avançar, não é porque o jogo te disse — é porque você sacou.

A troca entre o mundo material e o espectral continua sendo uma das ideias mais criativas que já vi. Não é um truque visual, é a base do jogo. O cenário se distorce, caminhos surgem onde antes não existiam, e puzzles que pareciam impossíveis simplesmente se encaixam. É o tipo de mecânica que ainda hoje parece fresca.

O combate pode estranhar no começo, mas logo você percebe que ele não quer ser “rápido”, quer ser pensado. Os inimigos não caem fácil — você precisa usar o ambiente, improvisar, finalizar de forma específica. E isso muda completamente o ritmo, deixando cada encontro mais tenso do que frenético.

E aí tem o Raziel, que praticamente carrega o jogo sozinho. A narração dele, o peso na voz, a relação com Kain… tudo isso dá uma profundidade que poucos jogos da época — e até de hoje — conseguem alcançar. No fim, Soul Reaver ainda é incrível porque não tenta agradar o tempo todo. Ele confia no jogador. E isso faz uma falta absurda hoje.

Edu Cardoso (ECS)

Editor do QG Reloaded e entusiasta de tecnologia. No controle desde o Atari, passou por Phantom System, SNES e todas as gerações da Sony e Microsoft. Aqui a análise é de quem viu a evolução do pixel ao Ray Tracing, com a transparência que todo jogador merece.